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Messody Benoliel

in verbis

 

 

poemas

   
 SOBRE A AUTORA

UMA LIÇÃO DE VIDA

ALGUMAS POESIAS DO LIVRO

A SOLIDÃO QUE FICOU

À FLOR DA PELE

IDENTIDADE EM NOITES DE COROAÇÃO

SOB TODAS AS COISAS

GALERIA DE FOTOS

CONTATO

Messody Benoliel batizou este livro com a locução latina "in verbis". Motivou-a, não o intuito de ostentar erudição e sim, o fato de a expressão tê-la acompanhado sempre, presente nos papéis de sua lavra profissional, ao longo da carreira de advogada.

Agora num importante "turning point"existencial, resolveu colocá-la a circular num contesto bem diferente. Convocou-a para o espaço lúdico e nada utilitário da poesia, convertendo-a de termo funcional a termo essencial. Como Sartre lucidamente apontou, na poesia, o verbo, ou seja, a palavra não pode ser "utilizada", pois tem aí um fim em si mesma, estando a seu próprio serviço.

in verbis é portanto, a reverência que a autora presta à vocação poética pessoal, à palavra pela palavra. Trata-se  da verbalização do complexo emotivo de sua personalidade lírica. Embora interessada na comunicação imediata, no convívio com o público através da encenação e apresentação oral da poesia, área em que vem desenvolvendo trabalhos em grupo nos mais variados ambientes, nem por isso menospreza a publicação do poemas em livro. Conhecedora do latim, sabe que "verba volant, scripta manent"

Quando digo que intenções eruditas não moveram Messody, esclareço: é que nesta nova etapa de seu trabalho, a autora, sem deixar de lado as formas fixas tradicionais que vem cultivando há décadas, como o soneto e as trovas, adere a estética modernista, beneficiando-se da liberdade métrica e do tom coloquial, gerando uma atmosfera descontraída pela concessão às contingências do cotidiano. Deste olhar voltado para as singilezas da vida brotam poemas que celebram arrebatamentos amorosos, recordações nostálgicas, as figuras da mãe e de amigos, o bairro carioca onde reside, episódios pessoais e realidades brasileiras como o Carnaval e o Gongá de Dona Cida enfim, aspectos daquele mistério da vida, de que nos fala Henriqueta Lisboa e a que Messody nos remete em seus versos.

Astrid Cabral